Monday, December 18, 2017

Tatu: o animal exclusivamente sulamericano, ameaçado no Chile
Photo Credit To Dra Mariella Superina, presidente do Grupo de Especialistas em tamanduás, preguiças e tatus da UICN/SSC - http://www.veterinaria.uchile.cl

Tatu: o animal exclusivamente sulamericano, ameaçado no Chile

No Brasil, as espécies de tatu são bastante conhecidas e estudadas, porém, esse animalzinho simpático ocorre em toda a América do Sul, correndo riscos pela caça, tráfico e ocupação humana.

Segundo reportagem publicada no site da Faculdade de Veterinária e Ciências Agrárias da Universidade do Chile, neste país, o tatu é uma espécie de menor importância, ocorrendo tanto na região norte quanto no sul, a patagônia. Essa espécie existe no mundo há cerca de 60 milhões de anos, sendo que não ocorrem em outra parte do mundo senão na América do Sul. Não se sabe o estado de conservação da espécie por falta de dados a respeito do número de sua população no Chile.

Os tatus pertencem à subordem dos Xenarthras, ao lado dos tamanduás e dos bichos-preguiça, são caracterizados por membros fortes e robustos que utilizam para cavar túneis. Sua característica mais marcante é a presença de placas ósseas na região dorsal que são responsáveis pela proteção. Devido a sua anatomia arcaica, se pensava antigamente ser uma espécie próxima da tartaruga. Porém, hoje, já se sabe que trata-se do único mamífero dotado de carapaça.

Corvos recicladores de Toquio constroem ninhos a partir de cabides

Por iniciativa do Instituto Jane Goodall do Chile, o tatu de Puna foi eleito como o Embaixador da Fauna Chilena 2017, na celebração anual do Dia da Fauna Chilena, que ocorre em 8 de novembro. Por esse motivo, procura-se valorizar a sua existência, promover a conservação dessa espécie por parte dos cidadãos e da comunidade científica.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, a realidade é que poucos cidadãos chilenos conhecem o tatu, já que ocorrem apenas três espécies naquele país, duas no norte e uma na patagônia, de acordo com a especialista Dra Mariella Superina, presidente do Grupo de Especialistas em tamanduás, preguiças e tatus da UICN/SSC.

“Sabemos que há um problema de conservação desta espécie porque, ao conversar com a população, relataram que são cada vez menos avistados, sendo assim há um indício de que há algum problema. Percebemos agora, com a tese de graduação de Romina Passutti, Diretora de Tatus do Chile, que na região norte, a mineração e as termoelétricas, podem interferir no seu habitat. Além disso, muitos são atropelados, tanto no norte como no sul. As espécies que estão na região sul, servem de alimento para a população local, enquanto que na região norte há muito tráfico porque o tatu é usado no carnaval de Oruro da Bolívia, defasando a sua população. O animal é traficado do Chile para a Bolívia a fim de se fazer matracas, elementos culturais, como o ‘charango’ e objetos tradicionais. Afetando a pequena população remanescente no Chile. Diante desse quadro, faz-se necessário estudar o quanto as ações humanas interferem na população de tatus e se são capazes de se adaptar a essa realidade”, explica Mariella.

Post source : http://www.veterinaria.uchile.cl

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

Related posts

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *