Saturday, September 23, 2017

Quer adotar um animal? Saiba como identificar o mais adequado para você

Quer adotar um animal? Saiba como identificar o mais adequado para você

“Até que a morte os separe”. A frase é conhecida entre os casais, mas, se existe uma relação que é para a vida toda essa, sem dúvida, é entre um humano e seu companheiro de quatro patas. Além da companhia e do amor incondicional, ter um animal traz inúmeros benefícios à saúde física e mental do seu tutor.

E a prova de que eles são muito mais que parceiros ou membros da família é o número de animais existentes hoje nas residências dos brasileiros. Segundo informações do IBGE, com base em dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos Animais de Estimação (Abinpet), o País tem hoje cerca de 132,4 milhões de animais, dos quais 52,2 milhões são cachorros e 22,1 milhões são gatos.

Se você já parou para pensar em fazer parte desta estatística, o primeiro passo é identificar o seu perfil antes de adotar um cão ou um gato. Afinal, cada um desses animais possui características específicas, que devem ser levadas em consideração antes da adoção.

De acordo com a veterinária Natália Piscioppano Noronha, do Hospital Veterinário da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), a diferença de comportamento dos dois animais pode indicar o melhor animal para cada tutor.

“Aqueles que não têm preferência por adotar um cão ou um gato devem estar atentos para o tempo em que permanecerão com o animal. Gatos, por exemplo, são animais muito independentes, que se adaptam bem sozinhos. Já os cães exigem mais atenção do tutor. Precisam mais dessa interação. Em muitos casos, sozinhos, costumam aprontar porque acabam ficando com tempo ocioso. Então, no caso daqueles donos que passam o dia todo fora, a melhor orientação seria a adoção de um gato”, comenta.

Identificou a espécie que mais combina com você? O próximo passo é dar início à adaptação do animal ao novo lar. “É importante que o tutor procure um veterinário para tirar todas as dúvidas a respeito sobre cada espécie, porque este primeiro convívio exige mesmo adaptação”, comenta a veterinária, lembrando que a agitação do animal costuma ser uma queixa frequente entre os “tutores de primeira viagem”.

“Quem nunca teve um animal costuma se queixar da sua agitação. Além disso, no caso dos filhotes, eles exigem uma atenção maior neste período. Precisam ser educados sobre o que podem e não podem fazer”, comenta.

Uma saída para facilitar esse convívio no primeiro momento, segundo a veterinária, seria adotar um animal durante o período de férias. “Se a pessoa tiver essa disponibilidade pode ser uma saída para identificar melhor as características particulares de cada animal”.

Apesar da vontade de ter um gato ou cachorro, outras situações também precisam ser avaliadas: há espaço disponível de acordo com o tamanho do animal? Pedir orientações neste caso também é fundamental.

“A adaptação do animal também vai depender do espaço onde ele será introduzido. No caso dos cães, em apartamentos, a recomendação é sempre optar por animais pequenos”.

Já os animais maiores, segundo Natália, exigem espaços mais amplos para o gasto de energia. “Isso será fundamental para o bem-estar dele. Por isso, conversar com um especialista, até mesmo antes da adoção, poderá ajudar a identificar as características do animal mais recomendado para cada tutor”.

Fonte: A Tribuna

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