Friday, November 17, 2017

Hospedagem para animais: qual a melhor opção?

Hospedagem para animais: qual a melhor opção?

Viajar na companhia do nosso animal é delicioso. Mas, infelizmente, nem sempre é possível leva-lo junto com a gente. Seja por conta da duração da viagem, da complexidade no transporte ou mesmo pela adequação do roteiro à participação do animal.

Quem tem um animal e o trata com respeito e carinho, só viaja com tranquilidade se tiver a certeza de que o seu peludo estará em mãos confiáveis.

Hoje, já existe uma grande oferta de serviços de Hospedagem ou Cuidado Animal para quem não pode levar o seu companheiro junto. São hotéis para animais, pet sitters e as, recém-chegadas, plataformas de hospedagem domiciliar… tudo ao seu dispor para que você possa viajar tranquilamente, sabendo que seu mascote ficará bem assessorado.

Mas, qual será a melhor opção? Como escolher o serviço adequado ao seu animal? Como se certificar que o seu animal estará seguro?

A Turismo 4 Patas fez uma ampla pesquisa, conversou com proprietários de hotéiszinhos, anfitriões e cuidadores de animais e, claro, tutores, para trazer todas as informações que irão te auxiliar na sua escolha.

Para começar, a opção mais confortável para o animal, sem sombra de dúvidas, é permanecer em sua própria casa. Essa sim seria a solução perfeita, pois não há alterações no ambiente e nem na rotina do animal.

Mas não estamos falando em deixá-lo sozinho em casa, em tempo integral, por conta própria!! Você pode convidar parentes ou colaboradores dispostos a ficar na sua residência, fazendo companhia e cuidando do seu peludo. Entretanto, como sabemos que muitas vezes as pessoas não têm essa disponibilidade, uma das alternativas é contratar um serviço de Pet Sitter, onde uma pessoa qualificada ficará responsável de fazer visitas periódicas à sua casa, seguindo os horários e hábitos rotineiros do seu animal, incluindo a alimentação, higiene e recreação, enquanto você estiver ausente.

Mas lembramos que, nestes casos, o profissional não estará exclusivamente ao seu serviço. Ou seja, o seu animal receberá uma, duas ou mais visitas por dia (de acordo com a sua contratação) e cada visita terá um tempo de duração determinado. No restante do tempo, ele ficará sozinho. Isso pode funcionar muito bem para os gatos, mas, no caso de alguns cães, pode não ser muito legal. Os cães precisam de companhia e interação e passar muito tempo sozinhos, na ausência do tutor, em alguns casos, pode causar tristeza e depressão. Cães muito filhotes, idosos ou com algum problema de saúde demandam cuidados especiais e também não seriam adequados ao serviço.

Segundo Renato Zanetti – Zootecnista, mestrando em Medicina Veterinária e Bem-Estar Animal, “na ausência do tutor, alguns cães chegam a vivenciar o estado de luto”. Deve-se ter atenção às possíveis reações que um animal pode apresentar quando sua família “simplesmente desaparece”, ainda que seja para uma viagem de férias ou uma escapada de final de semana. O animal não tem essa consciência.

Para Zanetti, qualquer que seja a opção, é preciso um período inicial e progressivo de adaptação do animal às pessoas que cuidarão dele e ao possível novo cenário.

Hotel para cães

Os hotéis especializados em hospedagem para animais, evoluíram bastante. Aquela história de hospedagem em gaiolinha já não tem mais espaço no mercado. Hoje chegam a oferecer áreas para recreação, piscinas, equipe de monitoria, etc. Os preços variam de acordo com a sofisticação e os serviços disponíveis. A maioria deles oferece o serviço apenas para cães, mas alguns endereços também aceitam gatos, tartarugas, pássaros e até peixes. Aqui, a desvantagem talvez seja o número de animais atendidos, o que dificulta uma atenção mais personalizada a cada animal ou mesmo o atendimento adequado a algum que tenha necessidades especiais. Mas, no caso de um animal com nível de energia elevado, a interação e programação de atividades com os novos amiguinhos pode ajudar a amenizar o estresse causado pela falta dos tutores.

Além dos espaços disponíveis para circulação e recreação dos animais, as condições de higiene das instalações do hotelzinnho devem ser verificadas e deve-se conhecer o funcionamento do hotel e os profissionais que ficarão responsáveis pelo seu animal. “Um hotel para cães deve respeitar a individualidade do cão, contar com pessoas efetivamente treinadas, adotar uma forma de trabalho moderna e de acordo com a ciência e, sempre, aceitar exclusivamente cães adaptados”, reforça Renato Zanetti. Explicar detalhadamente os hábitos e as necessidades do seu animal, informar sobre o temperamento e o comportamento dele e quaisquer outras observações importantes pode ajudar a equipe a cuidar melhor do seu mascote durante a sua ausência.

Faça mais de uma visita ao local, de preferência na companhia do seu pet (aplicando a dica da adaptação) e peça referências de outros tutores que já tenham utilizado o serviço.

A recomendação é a chave principal para a próxima opção: a hospedagem domiciliar. Há cerca de 2 anos, o mercado pet brasileiro conheceu as plataformas de Hospedagem Domiciliar para Animais. A coisa funciona através de sites onde os chamados “anfitriões” se cadastram disponibilizando o serviço de hospedagem para animais em suas próprias casas. É possível escolher através das informações contidas na ficha de cada anfitrião e também pelos feedbacks compartilhados dos clientes anteriores.

 

Seja qual for a sua opção, siga essas dicas:

– Pesquise sobre as opções existentes na sua região. Não se restrinja à internet ou publicidade comercial. Peça indicações ao veterinário do seu animal, aos amigos, aos vizinhos e aos tutores de animais que você conhece.

– Faça uma pré-seleção de alguns e visite-os pessoalmente. Inspecione mesmo!! Entre, observe, pergunte, verifique as condições de higiene das instalações…

– Se possível, leve o seu animal com você para esta primeira visita ou combine de deixá-lo um dia ou período (como um day care) de experiência antes da hospedagem definitiva.

– Saiba qual rotina será aplicada (passeios, brincadeiras, exercícios, alimentação, higiene, etc) e de que forma (se os animais são separados em grupos, se têm supervisão integral, etc);

– Explique detalhadamente os hábitos e as necessidades do seu animal (se necessário escreva). Também é importante informar sobre o temperamento e o comportamento dele em relação aos outros animais, aos brinquedos dele, à possibilidade de ser alimentado em grupo, o que gosta, o que não gosta e quaisquer outras observações que julgue importantes e que ajude a cuidar melhor do seu mascote durante a sua ausência;

– Atualize as vacinas, vermífugo, proteção contra pulgas e carrapatos. É fundamental a realização do desta checagem para garantir que você o deixou em boas condições.

– Coloque na bagagem do seu animal os itens pessoais necessários e recomendados para uma melhor adaptação dele ao “lar temporário”: alimentação, caminha, manta, brinquedos preferidos, petiscos, escova para pêlos, recipientes para água e ração, alguma peça de roupa com o seu cheiro, etc;

– Deixe seus telefones de contato e, para o caso de não conseguirem entrar em contato com você, os telefones de algum parente ou amigo que não vá se ausentar e peça para ligarem se houver algum problema.

– E, por último, peça notícias frequentes através de e-mails, mensagens ou telefonemas. Alguns locais possuem circuito interno de câmeras que transmitem as imagens dos animais on line e você pode acompanhar as peripécias do seu “filhote” através da internet. Você pode estar longe, mas não se ausente da vida dele.

De certa forma, é natural que o animal estranhe o local, a distância de sua casa e a ausência do tutor pelo menos durante os primeiros momentos. Se você tomou todos os cuidados e foi responsável na sua escolha, relaxe e tenha uma boa viagem. O seu animal vai se divertir muito, fazer novos amigos e, quando você voltar, ele te cobrirá de lambidas e encontrará alguma forma de te contar o que aprontou na sua “cãolônia de férias”.

Fonte: Turismo 4 Patas

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