Monday, December 18, 2017

Comida estragada pode causar doença neurológica grave em cães

Comida estragada pode causar doença neurológica grave em cães

O botulismo é uma doença que ataca o sistema nervoso central e é mais comum em vacas, aves e cavalos, casos raros em cães e gatos, nem por isso menos importantes.

Causas

O botulismo é causado por uma bactérias chamada Clostridium botulinum, gram-positiva e anaeróbia, esporulada que libera uma neurotoxina responsável pela paralisia neuromuscular, principal sintoma da doença.

Contágio

O botulismo é contraído com a ingestão de comida estragada e em decomposição ou água contaminada. A severidade da doença depende da quantidade de toxina depositada na carcaça.

Ações

Por bloquear as ações dos neurotransmissores dos nervos periféricos, o botulismo leva à paralisia flácida, isso quer dizer que o animal perde os movimentos dos membros periféricos, impossibilitando em manter-se em pé ou sentado. Não responde a nenhum estímulo externo.

A doença leva à morte do animal, caso o diagnóstico correto não for realizado precocemente, pois a toxina chega ao sistema respiratório provocando parada respiratória.

Sintomas

Os sintomas começam a aparecer em 24 horas após a ingestão da toxina, começando uma fraqueza leve até um quadro mais evoluído de total flacidez dos membros. Além disso os nervos motores são afetados, reduzindo a força da mandíbula, dos reflexos e salivação excessiva. O animal não perde a consciência e sente dor, já que os músculos não são afetado, assim o animal continua em alerta.

A marcha passa a ser curta e deslizante, o animal deita e não levanta mais. A cauda continua com movimentação. Pode ocorrer também constipação e retenção urinária. Em alguns casos o animal consegue levantar-se, comer e beber com certa dificuldade.

A doença pode durar de semanas a meses. Há casos em que o animal continua a movimentar-se relativamente normal, mas passa a emagrecer consideravelmente.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado em sinais clínicos e exames específicos de sangue, bem como, da comida ingerida, vômito ou fezes do cão doente.

Tratamento

O tratamento é realizado como suporte, pois a administração de antibiótico pode piorar a ação das toxinas. Deve-se manter o animal em posição confortável, movimentando apara os lados para alternar as posições, monitoramento de febre, caminhada, natação, massagem, monitoramento de respiração, trato urinário e intestinal. O animal deve ser supervisionado por médico veterinário e enfermeiros.

O melhor tratamento é a prevenção. Não deixe lixo e restos de comida ao alcance de seu animal, supervisione seu cão durante os passeios para evitar que coma comida estraga do chão.

Por Danielle Bohnen
Referências

http://www.unicruz.edu.br/seminario/artigos/saude/BOTULISMO%20EM%20C%C3%83ES%20-%20REVIS%C3%83O%20DE%20LITERATURA.pdf

http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/81285/000902207.pdf?sequence=1

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

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