Friday, November 17, 2017

Canadá inicia temporada de caça a focas

Canadá inicia temporada de caça a focas

Apesar de muitas tentativas para parar essa atividade cruel, a temporada de caça a focas no Canadá começou ontem, de acordo com o site Veo Verde. O governo ainda não publicou uma previsão de cotas para este ano, mas estima que será parecida com a dos anos anteriores, como indicou o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) do Canadá.

Isso quer dizer que, enquanto a temporada durar, serão mortas por volta de 400 mil focas pia (Pagophilus groenlandicus), 60 mil focas cinzentas (Halichoerus Grypus) e 8.200 focas-de-crista (Cystophora cristata)

As focas do atlântico canadense – em sua maioria filhotes com poucos meses de vida – são mortas por causa de suas peles. Outros subprodutos também são comercializados, tais como, pênis – aos quais são atribuídas propriedades afrodisíacas no mercado asiático, o óleo, usado na cozinha.

A caça comercial de focas é realizada desde 1990 e hoje se encontra no pior momento de sua história. Apenas alguns poucos caçadores participam a cada ano. pois o valor das peles tem caído fortemente devido à proibição de importação de produtos derivados deste animal na União Europeia desde 2009. Outros países também proibiram a importação, tais como Kazaquistão, México e Estados Unidos.

Com pouco mercado internacional, a caça de focas é mais cara que os impostos canadenses podem suportar à economia. Por causa da crise, o governo, a indústria e os lobistas estão tentando desenvolver novos produtos para alavancar o mercado, mas, felizmente, tais tentativas têm fracassado.

Sheryl Fink, diretor da Canadian Wildlife Campaigns, afirma que não há nenhuma razão para a continuidade dessa atividade, caracterizada pela crueldade, já que os filhotes de foca continuam sofrendo nas mãos dos caçadores, pois são golpeadas com os punhos dos rifles e os produtos não desnecessários.

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

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