Monday, December 18, 2017

Os menores pinguins do mundo em perigo de extinção

Os menores pinguins do mundo em perigo de extinção

Por Danielle Bohnen

O aumento da temperatura das águas dos oceanos estão colocando em perigo a sobrevivência de uma das espécies emblemáticas da Austrália, o pinguim anão. Uma pesquisa revela que a espécie Eudyptula tem cada vez mais dificuldades para encontrar alimento devido à migração de peixes por causa do aquecimento das águas.

O pinguim anão não chega a um metro de altura, alcançam, no máximo, 30 centímetros. Sua alimentação se baseia em peixes, principalmente sardinhas, espécie sensível ao calor e está migrando em busca de águas mais frias.

“Observamos que os anos quentes são muito ruins para os pinguins. Se a temperatura continuar aumentando, a situação vai piorar”, segundo Gemma Carroll, da Universidade Macquiarie de Sidney, que encabeça a pesquisa com a espécie em questão.

Embora não sejam tão conhecidos como coalas e cangurus, os pinguins são um dos animais mais carismáticos da Austr´lia. Muitos vivem em colônias nas ilhas que salpicam as costas leste e sul do país, onde os turistas se deleitam com os graciosos desfiles noturnos dos pinguins que caminham pela orla.

Essas aves não saem de seu território a menos que seja para caçar, o que tem ocorrido com frequência.

Preocupada com a diminuição na população dos pinguins nas últimas décadas, Carroll tem monitorado um grupo de aves de Mantague por três anos. Os resultados de sua pesquisa foram apresentados na reunião anual do American Geophysical Union’s Ocean Sciences, em Nova Orleans.

A vida dos pinguins depende da corrente Australia Oriental, uma grande corrente de água dos trópicos que agita o fundo do mar na primavera.

O turbilhão que provoca no fundo, alimenta com nutrientes o plâncton, que é, por sua vez, alimento para as espécies de peixes, inclusive da sardinha, o principal alimento dos pinguins.

Os dados observados por Carroll são claros: os pinguins se afastam das águas mais quentes em busca de alimento, atrás das sardinhas que buscam águas mais frias.

A pesquisa começou em 2012 com o monitoramento dos pinguins, o controle da quantidade de peixes que pegam e quais rotas seguem para encontrar alimento. Os dados concluem que nos anos mais quentes, os meses em que houveram menos presas capturadas eram novembro e dezembro, que coincide com o verão australiano.

Porém a mudança climática não é o único problema para os pinguins anões. A presença humana e o aumento do número de predadores como focas e outros animais introduzidos pelos humanos, como gatos, cães e lobos, são ameaça constante às populações da espécie. Dessa forma, projeta-se que o futuro dos pinguins é a mudança de alimentação e habitat.

 

Com informações de National Geographic

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

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