Sunday, November 19, 2017

Não há como ser “criador responsável” de animais

Não há como ser “criador responsável” de animais

Por Danielle Bohnen

Muitas pessoas evitam fábricas de filhotes e criações de fundo de quintal. Porém, muitas pessoas aceitam o apelo dos chamados “criadores responsáveis” e deixam de reconhecer que não importa o quão gentilmente um criador trata seus animais, enquanto existir o fatoque cães e gatos estão morrendo em abrigos de animais e nas ruas por falta de um lar que os receba, por isso nenhuma criação de animais pode ser considerado “responsável”.

Todos os criadores contribuem para aumentar o problema de superpopulação e toda vez que alguém compra um filhote de cão ou de gato em vez de adotar um animal de um abrigo, animais abandonados perdem a chance de encontrar um lar e, alguns lugares, são eutanaziados. A maioria criadores – se não todos – não vendem filhotes castrados, nem se importam com isso, então esses filhotes quando se tornam adultos, podem eles mesmos terem suas próprias ninhadas, cujos filhotes podem ocupar mais lares que poderiam ser destinados a animais de rua ou eles mesmos farão parte da população de animais que vivem nas ruas e em abrigos. Muitos, inclusive, passam a ser “matrizes” das fábricas de filhotes e criadores de fundo de quintal.

cadelas deitadas no chão com língue fora segurando bolinha detênis verde entre as patas, um é preta e outra é caramelo
Isabelle e Frida, com mais 1200 companheiros aguardam um lar no canil da ABEAC

A conta é simples, para cada animal que nasce em um criatório, um animal de abrigo morre. Produzir mais animais para venda é um negócio ganancioso e insensível, principalmente em um mundo onde há escassez de lares para cães e gatos. Para aqueles que se dizem “criadores responsáveis”, mais do que castrar o filhote antes de vender, a única saída viável para acabar com o problema de superpopulação, é que abandonassem o negócio.

O problema da criação

Produzir animais – para obter dinheiro e um certa característica genética – é terrível para os animais que estão sendo usados. Cães e gatos não se importam com suas características físicas conforme mandam os padrões de raça, sendo ele os que mais sofrem as consequências da manipulação humana. Cruzamentos entre familiares causa dor e baixa qualidade de vida devido a defeitos genéticos em indivíduos de “raça pura”, entre eles, displasia incapacitante dos quatris, cegueira, surdez, problemas cardíacos, problemas de pele e epilepsia. Distorcendo os animais para obtenção de características físicas específicas também causam problemas severos de saúde. Por exemplo, os focinhos de cães braquicefálicos como bull dogs, pugs e boxers, trazem dificuldade respiratória para esses animais tanto quando praticam exercício quanto quando estão relaxados. Já a longa coluna dos dachsund causa diversos problemas de coluna, sendo hérnia de disco a mais comum.

Adoção é a única opção ética

Não há desculpa para criação de cães e gatos e nem para apoiar os criadores. Se você ama animais e sente-se pronto para cuidar de um cão ou gato para o resto da vida desse animal, por favor, procure um abrigo de animal na sua região, onde há cães e gatos aos montes – caudas balançam e corações se enchem de esperança, olham entre as grades dos canis, apenas esperando encontrar alguém que o ame. Abrigos recebem animais todos os dias, então, se você não encontra o companheiro perfeito que combina coom seu estilo de vida na sua primeira visita, continue sua busca. Quando você encontra uma companhia em um animal, você se sentirá muito feliz por ter salvo uma vida – além de fazer um novo melhor amigo.

Se você conhece alguém que ainda considera comprar um animal em vez de adotar de um abrigo, por favor, compartilhe este artigo com essa pessoa.

Conheça mais ONGs e adote um animal.

Com informações da PETA.

cadela branca e amarela sentada de boca semi aberta
Foto: Belinha também aguarda um lar. Adote: http://www.abeac.org.br/

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

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