Monday, December 18, 2017

Nutrição animal: eles também são o que comem

Nutrição animal: eles também são o que comem

Adequar a ração à idade e ao tipo de raça são truques para que o seu animal viva mais. Conheça outros.

“Que o teu alimento seja o teu medicamento”, já dizia Hipócrates, pai da medicina. A premissa é também usada por Rita Silva, médica veterinária e especialista em nutrição animal da Royal Canin. “A alimentação dos cães e gatos é a base de tratamentos de saúde e também a forma mais adequada de prevenir doenças”, explica.

Portanto, há doenças que se cura com cuidados alimentares “como a obesidade ou as alergias alimentares”. Em relação à prevenção, os “animais que comem alimentos nutricionalmente equilibrados tem sistema imunológico em bom funcionamento, uma boa pelagem, bem-estar e maior longevidade”, resume.

Há tutores preocupados e conscientes de que os alimentos ingeridos pelo animal são essenciais para sua saúde, porém há muita gente que humaniza os animais e pensam que devem oferecer-lhes o mesmo alimento que a família come.

cachorro com cenoura na boca
Foto: Jornais I

“A essa confusão nós chamamos visão antropomórfica, ou seja, quando um dono acha que o melhor para o animal é comer o mesmo que os humanos.”

Alguns alimentos são proibidos para os amigos de quatro patas, como a cebola e o chocolate, por apresentarem alto nível de toxicidade. “Mas as ditas ‘guloseimas’, que podem ser frios, queijo, pão com manteiga e por aí vai, podem resultar em excesso de peso ou outras complicações. Por exemplo nos gatos, tais sobrecargas podem causar diabetes, doenças hepáticas e distúrbios digestivos. No caso dos cães podem resultar em excesso de peso e diarreia. Os animais são muito mais sensíveis do que nós às alterações alimentares.”

Uma alimentação equilibrada e um estilo de vida ativo são, portanto, chaves para o bem-estar que servem tanto para humanos como para animais.

Ao contrário de nós, o que faz um cão ou um gato escolher certos tipos de alimento é o olfato, e não o paladar. Enquanto nós temos 9 mil papilas gustativas, o cão tem 1700 e o gato apenas possui 500. Outra curiosidade: os gatos não têm preferência pelo sabor doce porque não o conseguem sentir.

Como explica Rita, os animais sabem bem do que gostam, embora essa gosto lhes seja ditado pelo cheiro. “Quando um animal está com menos apetite, é através do olfato que devemos estimula-lo a comer. Por exemplo, aquecer ligeiramente a ração é um truque para que a comida se torne mais palatável porque libera mais o cheiro.”

Os nutrientes que comem é a chave para uma vida longa e saudável. “A ração deve ser adequada à idade do animal. Sabemos, por exemplo, que os cães que entram na fase geriátrica (aproximadamente a meio da vida) devem consumir triptofano, um aminoácido conhecido por causar bem-estar”, explica a especialista.

Ração seca ou úmida? Para Rita Silva, muitos tutores sentem ainda alguns tabus em relação às rações úmidas, por serem consideradas mais calóricas. “Isto não é verdade, visto que as rações úmidas são pensadas de forma a satisfazer as necessidades daquela refeição, nem mais nem menos. E em alguns casos – por exemplo nos gatos, que têm maior tendência a desenvolver doenças renais – dar uma ração úmida, com 80% de água, ajuda à diluição da urina. Por outro lado, quando os animais estão com problemas gengivais, a ração seca pode causar dor, pelo que esta é uma opção válida. Além disso, quando precisamos de forçar a alimentação também poderá ser mais fácil com este tipo de ração, visto que exala um cheiro

mais forte.”

Fonte: Jornal I

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

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