Sunday, November 19, 2017

Extinção de Mico-leão-preto é evitada com projeto de preservação

Extinção de Mico-leão-preto é evitada com projeto de preservação

O mico-leão-preto, animal típico da Mata Atlântica, quase chegou à extinção.

Hoje, é um animal raro, já que existem apenas 1,6 mil indíviduos da espécie vivendo nas florestas do Paranapanema e em outras partes da Mata Atlântica. Graças a ações de conservação do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), uma organização da sociedade civil que surgiu em 1992 e mantida por doações, uma iniciativa do pesquisador Cláudio Valladares Pádua.

Cláudio iniciou as pesquisas de campo sobre o mico, porque não havia informações registradas sobre o animal. “Foi quando começou a se desenvolver um modelo de atuação para salvar esse primata da extinção”, explica Gabriela Cabral Rezende, coordenadora de projetos do Programa de Conservação do Mico-leão-preto. Em 2015, com esse projeto, o IPÊ ficou entre os finalistas do Prêmio Nacional de Biodiversidade, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Mico-leão-preto em tronco de árvore olhando para câmera na noite
Foto: Gree Me

A importância da ação fez com que o mico-leão-preto deixasse de estar na categoria criticamente em perigo, em 2008, para entrar na categoria em perigo. Isso só foi possível com o melhoramento do habitat do animal e a restauração de fragmentos de Mata Atlântica.

A fragmentação das florestas é a principal causa da ameaça ao mico, conforme alerta Gabriela, pois ela provoca o isolamento das populações e o seu declínio. Uma das ações do IPÊ é envolver a comunidade local na conservação do animal, o que vem garantindo bons resultados, segundo a bióloga. “Felizmente, o trabalho de mais de três décadas com o mico-leão-preto culminou na redução do grau de ameaça à espécie”, afirma Grabriela.

O trabalho, que teve início em 1983, no Pontal do Paranapanema (SP), principal área onde a espécie vive, foi motivado pela construção da hidrelétrica de Rosana, que alegaria 10% do local. Foi preciso resgatar os primatas e outras espécies para serem levadas a outras regiões de Mata Atlântica.

Na época, o mico-leão-preto já era uma das espécies de primatas mais ameaçadas do mundo. “E, atualmente, sua situação ainda é preocupante”, alerta a bióloga do IPÊ.

Na década de 1980, iniciou-se, junto com o trabalho de pesquisa, o investimento em educação ambiental, conservação do habitat, criação de Unidades de Conservação e restauração florestal.

O mico-leão-preto é, oficialmente, a espécie que simboliza o estado de São Paulo e reforça “a relevância deste primata para a conservação da Mata Atlântica como um todo”, adverte Gabriela Rezende.

Fonte: Green Me

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

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