Thursday, November 23, 2017

Pesquisadores do mundo inteiro iniciam projeto para descobrir a origem do cachorro

Pesquisadores do mundo inteiro iniciam projeto para descobrir a origem do cachorro

Apesar da fama de “melhor amigo do homem”, o cachorro continua bastante desconhecido pela ciência. Isso deve começar a mudar em 2016.

Antes mesmo de morar em casas, de plantar sua comida ou de domesticar vacas e cavalos (e gatos) -, os seres humanos já possuiam cães. Nosso suposto “melhor amigo” é também o mais velho amigo. E, no entanto, sabemos tão pouco sobre eles.

um filhote de cão peludo branco e marrom claro com manchas cinzas na cabeça e cauda mordendo a cauda de um filhote de cão preto e branco também peludo
Foto: Superinteresante

Isso pode estar prestes a mudar a partir deste ano, como resultado de um imenso trabalho conjunto que envolve praticamente todos os principais geneticistas, paleontólogos e arqueólogos especializados em cachorros no mundo. Juntos, sob a liderança do biólogo americano Greger Larson, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, eles estão revendo todo o registro fóssil canino disponível no mundo inteiro.

Apesar de que os cientistas concordam que o cão doméstico evoluiu do lobo (provavelmente por iniciativa do lobo, que achou vantajoso se aproximar daquele primata que deixava tantos restos de comida), eles discordam sobre quase todo o resto. Não há consenso, por exemplo, sobre o local de origem da espécie – há quem diga que tenha sido na África, outros apontam a Europa, e há teorias de que o cão tenha surgido na Sibéria, na Mongólia ou até no Extremo Oriente.

Também estamos longe de um consenso sobre a data do aparecimento da nova espécie. Ninguém discorda de que os cães já haviam sido domesticados há 14 mil anos atrás, já que sepulturas caninas dessa época foram encontradas – em algumas delas os totós estavam enterrados junto com seus homens das cavernas. Mas alguns pesquisadores afirmam que encontraram ossos com características de cães domésticos de mais de 30 mil anos de idade na Bélgica e na República Tcheca.

 

Larson propôs o projeto mundial para que geneticistas pudessem ter acesso ao registro fóssil de todas as coleções do mundo, de maneira a mapear a diversidade genética canina e descobrir como foi que lobos ferozes se transformaram em fofos balançadores de rabo. Os primeiros frutos do projeto começarão a ser publicados ao longo de 2016, por universidades de todo o mundo.

Fonte: Superinteressante/ Denis Russo Burgierman

About The Author

Danielle é jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já foi voluntária em diversas ONG como Abeac, Anda, Associação Mata Ciliar e N/a’an ku se (Namíbia). Atualmente, estuda Medicina Veterinária na Fesb de Bragança Paulista, onde faz estágio no hospital universitário HVet.

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